Em nova tentativa de delação de Daniel Vorcaro, o banqueiro apresentou uma nova versão de acordo de delação premiada, incluindo o suposto patrocínio ao filme Dark Horse, ligado ao bolsonarismo, como forma de blindar Flávio Bolsonaro das investigações da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O fisiculturista alega na nova delação que o patrocínio não teria contrapartidas, tentando caracterizá-lo como privado, apesar de provas da PF sobre uso de dinheiro público. Mario Frias e Carlos Bolsonaro celebraram publicamente essa versão, defendendo Flávio e o filme Dark Horse.
Contudo, as autoridades já identificaram indícios de irregularidades, incluindo transferências de recursos públicos para o Banco Master e esquemas de fraudes em empréstimos consignados. Há também conexões com governos estaduais e municipais, como os de Cláudio Castro (RJ) e Ibaneis Rocha (DF).
O rapagão teria prometido ressarcir entre R$ 40 e R$ 60 bilhões aos cofres públicos, mas há dúvidas sobre a origem desse dinheiro. O Banco Master já havia causado prejuízos bilionários a fundos previdenciários estaduais e municipais, incluindo o RioPrevidência, Amapá e Amazonas.
