“Medo de ser feliz?”: Ceni detona falta de personalidade do Bahia em goleada e classifica 2º tempo como “desastre”

Alagoinhas Esporte

Por Bia Jesus

Foto: Letícia Martins / EC Bahia

Após a goleada sofrida pelo Bahia por 4 a 1 diante do Remo, neste domingo (22), o técnico Rogério Ceni concedeu entrevista coletiva e fez duras críticas à atuação da equipe, especialmente pela queda de rendimento após sair na frente do placar.

Segundo o treinador, o Tricolor teve controle do jogo até abrir o placar, mas demonstrou falta de personalidade para sustentar a vantagem.

“Até o momento do gol, só a gente teve chance de gol. Aí depois do 1 a 0 a gente muda, a gente não sabe mais jogar, a gente não tem personalidade para continuar, para chegar lá no topo. Nós fomos um time até os 35 minutos e mudamos drasticamente. Ainda tivemos a chance de voltar para o jogo com o pênalti, não voltou, psicologicamente o time desmoronou. Isso mostra que ainda falta preparo para disputar a parte de cima da tabela. O time se mostrou incapaz de jogar com o 1 a 0”, disse.

Ceni classificou o desempenho no segundo tempo como um “desastre” e afirmou que a mudança de postura da equipe é inexplicável.

“Um desastre para a gente o que promovemos no segundo tempo. É inaceitável. Uma coisa é vir e não conseguir jogar, se o Remo tivesse nos anulado. Mas não. A gente veio, teve 35 minutos de domínio total e depois parou de jogar. Não tem como explicar isso acontecer depois de sair na frente do placar. É triste o que aconteceu com a gente, inexplicável a mudança de comportamento. Temos que melhorar isso, ou nunca vamos estar preparados para buscar o topo da tabela”.

O treinador também destacou a necessidade de evolução mental da equipe para brigar na parte de cima da tabela.

“Você não pode mudar de atitude depois de fazer um gol e sair na frente do jogo. Você tem que ter prazer de viver o jogo, se adaptar ao que o jogo pede. Fizemos isso bem até o momento de vantagem. Para brigar lá no alto, temos que continuar batendo até aumentar a vantagem, como foi contra o Bragantino. Precisamos de mais força mental, psicológica. Não podemos mudar a atitude por um gol que sofremos ou um gol que fizemos. Ficamos com medo de ser feliz? Medo de definir o jogo e ficar em uma posição mais alta? Isso que não podemos. O gol feito deveria dar mais confiança para você jogar. O time foi se afundando cada vez mais. A troca do goleiro, gol no final do primeiro tempo, gol no começo do segundo tempo, pênalti perdido e outro gol. O jogo acabou ali para nós. Não tivemos mais força, nem chegamos mais ao gol do Remo. Então é inaceitável o comportamento.”

Durante a partida, o Bahia ainda precisou substituir o goleiro Ronaldo, que saiu lesionado no primeiro tempo. João Paulo entrou na partida e sofreu os quatro gols, mas foi defendido pelo treinador.

“É ruim para qualquer goleiro entrar no meio do jogo, nunca é a mesma coisa que se preparar para começar o jogo. Não vejo falhas do João Paulo. Foi muito mais a mentalidade do restante da equipe”, declarou.

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