Opinião: a conta pode estar errada

Geral
Por Antonio Barreto

tonhopvalagoinhas@gmail.com

O dia 04 de abril não é apenas uma data no calendário eleitoral; é o limite de desincompatibilização para quem ocupa cargos no Executivo. Mas, para além da burocracia, esta data pode marcar o primeiro e maior erro estratégico dos dois gigantes que polarizam o Brasil: PT e PL.
De um lado, a estratégia petista parece apostar no “congelamento” de cenários. Ao esperarem que a janela de substituição se feche, o PT parece preferir enfrentar Flávio Bolsonaro a Tarcísio de Freitas. A lógica é clara: Tarcísio apresenta uma consistência técnica e um perfil menos extremista que atrai o centro. Já Flávio carrega o desgaste de temas sensíveis do passado — como a compra de imóveis com dinheiro vivo, as “rachadinhas” e as sombras de Queiroz e Adriano da Nóbrega. Para os estrategistas do governo, seria mais fácil aniquilar politicamente o “herdeiro” ligando-o diretamente aos fantasmas da gestão anterior.
Por outro lado, o PL faz sua própria aposta. A consistência de Flávio Bolsonaro junto à base da extrema direita é inegável e resiliente. O PL conta com o “estresse” acumulado de anos de governos petistas para minar a popularidade de Lula. A pergunta que fica é: será que o antipetismo, sozinho, tem fôlego para impedir que o atual governo se mantenha por mais quatro anos? Ou a falta de um nome mais moderado, como o de Tarcísio, será o teto que impedirá a volta da direita ao poder?
As peças estão sendo movidas agora, no silêncio dos gabinetes e nos prazos da lei. Daqui a sete meses, saberemos quem realmente soube fazer a matemática política e quem errou feio nas contas deste 04 de abril.
E você, o que acha? O PT acerta ao preferir o embate direto com o clã Bolsonaro, ou o PL subestima o desgaste de seus nomes mais ligados ao extremismo?

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